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Constelação Sistêmica Familiar

por emBlog abril 24, 2019

Um pouco sobre a Constelação Sistêmica Familiar – sua história, metodologia e utilização…



Um dia, um jovem alemão cheio de ideais e ideias, precisou adiar seus projetos, pois a guerra chegou à sua cidade, à seu bairro, à seu quintal.

Este jovem aceitou esse viés do destino, como lhe era habitual fazê-lo, com entrega, com dedicação, também com curiosa aceitação, esperando na experiência a próxima lição, que talvez… talvez… o aproximasse de sua verdadeira missão e propósito. A guerra em sua verdade crua e nua, lhe feriu a alma, mas também a curou…É, curou de ideias, juízos sobre o certo e errado, o provável e o improvável, sobre o justo e injusto…Assim, naquilo que é uma guerra, foi feito prisioneiro em um campo de concentração, sendo cuidado por um soldado, que pensavam, ele e seus colegas, desconhecer sua

 

 Bert Helliger, um jovem alemão precisou adiar seus projetos, devido à chegada de um doloroso período de guerra – guerra essa que apesar de ter lhe ferido a alma, também lhe trouxe a cura. Dessa experiência dolorosa, a guerra lhe aproximou de sua verdadeira missão e propósito. Vivências sobre o certo e errado, o justo e injusto permearam sua trajetória e descortinou uma nova realidade de ideias e ideais.

 

Uma breve história:

Ainda muito jovem Hellinger foi feito prisioneiro em um campo de concentração, sendo cuidado por um soldado, que pensavam ele e seus colegas, desconhecer sua língua.

Desta forma, zombavam dos soldados que os tinham feito prisioneiros, mas este jovem alemão, com sua natureza devocional na crença de que todos os homens são bons, repreendia os colegas dizendo:

– Ele está cumprindo seu papel, assim como nós o nosso. Eu o respeito por isso, pois sei como é duro renunciar ao que conheço como certo, para cumprir, em nome de um bem maior, a pátria, tarefas que ferem minha consciência.  

Passaram-se os dias, os meses, e em um determinado momento o jovem fugiu.

Abrigou-se em um trem de carga e diz saber, que seu carcereiro facilitou-lhe o feito ou talvez o auxiliou pois, na medida em que o respeitava em seu dever, digna e silenciosa simpatia se instalou entre eles.

 

A guerra acabou e com isso, muitas marcas ficaram no seu íntimo e ele entendeu que estava pronto para o próximo passo que se descortinava – viver em outro país, onde pessoas viviam de forma muito diferente da sua.

 

Hellinger tinha muitas ideias e sentia que iria servir a este povo com todo o conhecimento que uma vida abastada em um país “civilizado” pode oferecer. Muitas ideias, muitos livros, muitos “hábitos corretos”.

 

E seguindo esse novo caminho, a vida lhe presenteou com a riqueza de culturas milenares totalmente diferentes, onde o respeito aos antepassados e ao que é, como é, refletiam um equilíbrio nos relacionamentos que levavam este povo, mesmo sendo considerado tão primitivo, a viver e experimentar o que hoje ele ensina:

 

  • Olhar e ver
  • Ouvir e escutar
  • Estar presente em estado de gratidão genuína ao que aconteceu, exatamente como é.

 

Esta postura, esta forma de viver, possibilitava a estas pessoas, exercitar com consciência e responsabilidade, o bem querer ao outro, pois tinham certeza que cada um dos integrantes do povo estavam totalmente conectados e eram igualmente importantes.

Hellinger, sempre muito estudioso, observou que doenças da mente e da alma tão comuns no mundo civilizado, não existiam ali, como depressão por exemplo. Isto inquietou seu coração e o fez “afinar” sua percepção e assim ele foi aprendendo sobre os vínculos de amor que ligam os seres humanos e como mantê-los saudáveis.

 

Aprendeu que honrar, respeitar e se curvar aos pais e antepassados, evitava problemas de coluna, dor nas costas, nas articulações, pois curvar-se ao que vem antes, significa aceitar o destino como é, como foi possível.

Assim o caminho é claro. Não se tem dúvidas.

Assim é possível liberar-se para cumprir seu destino com suas habilidades e com a força de seus antepassados.

Assim, ele foi observando vivendo e descrevendo as leis que na sua experiência são a chave da felicidade – as LEIS DO AMOR.

Sim, pois felicidade é mais que sorriso e bem estar, é tudo que faz parte.

 

 

 

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